O Protocolo de Kyoto, o grande marco na proteção climatica, foi insuficiente.
Foi o primeiro tratado para frear o aquecimento global entrava em vigor há 15 anos. Considerado pioneiro por comprometer países industrializados a reduzirem emissões, acordo não bastou para resolveu problema a longo prazo.
Em 1997, em Kyoto, no Japão, as negociações sobre o documento definiram como e em que contexto a proteção do clima deveria prosseguir, consumando que grandes emissores de gases de efeito estufa deveriam liderar a desaceleração da mudança climática. Após a assinatura de 141 países, o Protocolo de Kyoto entrou finalmente em vigor em 16 de fevereiro de 2005, exatos 15 anos atrás.
Em 2012, as emissões dos países industrializados caíram 20% em relação aos níveis de 1990 – cinco vezes a meta de Kyoto para os demais países. A UE reduziu suas emissões em 19%, e a Alemanha, em 23%. No mesmo período, contudo, as emissões globais aumentaram cerca de 38%.
Os especialistas afirmam que a principal debilidade do Protocolo de Kyoto foi que nações em desenvolvimento não se comprometeram com metas climáticas. Economias de países como China, Índia e Indonésia cresceram rapidamente nos anos seguintes – assim como suas emissões de gases de efeito estufa.
Agora sob o Acordo de Paris, o substituto do tratado de Kyoto assinado em 2015, quase todos os países do mundo concordaram em limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Os signatários do pacto se comprometeram com metas climáticas nacionais e de redução de CO2 que eles mesmos elaboraram, no entanto até agora quase nenhum país tem cumprido suas metas.
Por outro lado em relação à energia renovável, o Protocolo de Kyoto foi um “divisor de águas”, afirma Karsten Neuhoff, chefe de política climática do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW, na sigla em alemão). “Em 2007, todo mundo ainda dizia que gerar 20% da energia da Europa a partir de fontes renováveis em 2020 seria uma utopia. Hoje é realidade.”
“Kyoto não é o único responsável por investimentos na transição energética, mas foi um estímulo importante”, acrescenta Neuhoff.